Matuto fingidor: uma leitura da persona poética em Zé da Luz

Matuto fingidor: uma leitura da persona poética em Zé da Luz

Autor(a)
Duarte, Girleide Almeida.
<girleide64@gmail.com>
Ano de publicação
2018
Data da defesa
19/12/2018
Curso/Outros
Letras - Língua Portuguesa
Número de folhas
24
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional ARAPIRACA
Resumo

A partir da leitura de dois livros do poeta popular Zé de Luz (Brasil Caboclo e O Sertão em carne e osso), o presente trabalho busca tecer observações sobre procedimentos de fingimento poético e sobre a construção de uma poesia popular no texto poeta paraibano. Trabalhando sobre imagens de uma terra seca, de pessoas sofridas e de linguajar matuto, Zé da Luz deu vida a certo modo de regionalismo, presente também na segunda geração modernista, da qual é contemporâneo. Nas análises empreendidas, apostamos que a dicção matuta, em Zé da Luz, é uma escolha e um procedimento e não uma coisa da qual não pode fugir. O poeta trabalha, assim, na construção de uma persona poética, fato atestado, especialmente, pela presença de outros poemas em que a dicção e o vocabulário matuto não se faz presente. A poesia é, então, não apenas um dizer(-se) mas também um trabalho de construção desse dizer. O aporte teórico se baseia em ABREU (1999), ALBUQUERQUE JUNIOR (2011) e DIÉGUES JÚNIOR (2012).

Abstract

From the reading of two books by the popular poet Zé de Luz (Brazil Caboclo and O Sertao in flesh and blood), the present work seeks to make observations on procedures of poetic pretense and on the construction of a mathematic poetry in the text poet from Paraíba. Working on images of a dry land, suffering people and language matuto, Zé da Luz gave life to a certain way of regionalism, present also in the second modernist generation, of which it is contemporary. In the analysis undertaken, we bet that matuta diction, in Zé da Luz, is a choice and a procedure and not something that can not escape. The poet thus works in the construction of a poetic persona, a fact attested, especially, by the presence of other poems in which diction and matuto vocabulary are not present. Poetry is, then, not only a saying but also a work of construction of this saying. The theoretical contribution is based on ABREU (1999), ALBUQUERQUE JUNIOR (2011) and DIÉGUES JÚNIOR (2012).

Orientador(a)
Dr. Marques, Marcelo Ferreira.
Banca Examinadora
Dr.ª Santos, Helenice Fragoso dos.
Dr.ª Mendes, Karla Renata.
Palavras-chave
Regionalismo.
Brasil, Nordeste.
Zé da Luz, 1904-1965.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSCA.
Categorias CNPQ
8.00.00.00-2 Linguística, letras e artes.
Visualizações
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