Modelagem temporal e espacial da ocorrência de meningites em Alagoas, 2008-2017: um estudo ecológico 

Autor(es)
Arnozo, Gabriel Monteiro.
<gabriel.arnozo@arapiraca.ufal.br> Costa, Isabella Cristinna da Silva.
<isabella.costa@arapiraca.ufal.br>
Ano de publicação
2019
Data da defesa
31/07/2019
Curso/Outros
Medicina
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
CAMPUS ARAPIRACA, ARAPIRACA
Resumo

Introdução: A meningite é uma neuroinfecção de etiologias multivariada, alta morbimortalidade e impacto social. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e analisar a tendência e a distribuição Espacial da ocorrência de meningites no estado de Alagoas, Brasil, no período 2008-2017. Métodos: Estudo ecológico misto envolvendo os casos confirmados de meningite e os óbitos causados pela doença. Os dados foram coletados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Foram analisadas variáveis clínico-epidemiológicas e as taxas de incidência e de letalidade. Para a análise de tendência foi utilizado o modelo de regressão por pontos de inflexão (joinpoint regression model). Na análise Espacial foi realizada a suavização pelo modelo bayesiano empírico local, seguida da estatística de Moran global e local. Considerou-se intervalo de confiança de 95% e significância de 5%. Resultados: Foram notificados 1365 casos no estado de Alagoas, 59,6% do sexo masculino, 60,7% com até 19 anos e 89,8% pardos. Quanto o perfil clínico, destacou-se: meningite bacteriana (24,3%), soro grupo Y (14,0%) e diagnóstico pelo quimiocitológico (32,7%). A incidência reduziu de 4,97/100 mil em 2008 para 3,23/100 mil em 2017 (AAPC -7,3%; p<0,001). A taxa de letalidade mostrou tendência de crescimento, passando de 10,3% em 2008 para 15,85% em 2017 (AAPC 4,7%; p<0,001). A capital Maceió apresentou a maior concentração de casos notificados (40,7%). As maiores taxas de incidência identificadas nos municípios de Marechal Deodoro (36,00/100 mil) e Maragogi (29,63/100 mil).  Os municípios prioritários situaram-se na região leste do estado. 

Abstract

 Introduction: Meningitis is a neuroinfection of multivariate etiologies, high morbidity and mortality and social impact. Objective: To describe the epidemiological profile and analyze the trend and spatial distribution of meningitis in the state of Alagoas, Brazil, in the period 2008-2017. Methods: The ecological study is based on confirmed processes of meningitis and deaths from disease. Data were collected from the National Notification System. Clinical and epidemiological variables were analyzed, such as incidence and mortality rates. The regression model was used as a regression model for inflection points. A spatial sample was performed by a local empirical model, followed by global and local Moran statistics. Confidence interval of 95% and significance of 5% were considered. Results: 1365 cases were reported to Alagoas state, 59.6% male, 60.7% aged up to 19 years and 89.8% brown. Regarding the clinical profile, standing out: bacterial meningitis (24.3%), serum group Y (14.0%) and diagnosis by chemocytology (32.7%). Inflation decreased from 4.97 / 100 thousand in 2008 to 3.23 / 100 thousand in 2017 (AAPC -7.3%; p <0.001). Growth rate in growing trend from 10.3% in 2008 to 15.85% in 2017 (AAPC 4.7%; p <0.001). The capital city of Maceió presented a greater exchange of notified cases (40.7%). The highest incidence rates are those of Marechal Deodoro (36.00 / 100 thousand) and Maragogi (29.63 / 100 thousand). The priority municipalities were in the eastern region. 

 

Orientadores
Ma. Prado, Mariana Reis.
Corientadores
Dr. Souza, Carlos Dornels Freire de.
Membros da Banca
Ma. Araújo, Maria Deysiane Porto.
Esp. Pereira, Maria Dirlene Alves.
Palavras-chave
Estudos ecológicos.
Meningite.
Meningite - Incidência.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual - CPI/BCA.
Categorias CNPQ
4.00.00.00-1 Ciências da saúde.
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Observações

Acesso restrito definido pelos autores. Provável liberação em 07 nov. 2020.