Efeitos da insulinoterapia na função pulmonar de pessoas com Diabetes mellitus tipo II: revisão sistemática

Efeitos da insulinoterapia na função pulmonar de pessoas com Diabetes mellitus tipo II: revisão sistemática

Autor(a)
Silva Júnior, José Denilson da.
<jose.denilson@arapiraca.ufal.br> Cavalcante, Sharllisson Wevinne Mota.
<sharllisson.cavalcante@arapiraca.ufal.br>
Ano de publicação
2024
Data da defesa
23/03/2024
Curso/Outros
Medicina
Número de folhas
43
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional ARAPIRACA
Resumo

A diabetes é uma doença que acarreta complicações de caráter micro e macrovascular, tendo repercussão clínica em diferentes órgãos e sistemas. A literatura demonstra que a diabetes exerce efeito deletério aos pulmões, sugerindo que o tratamento desses pacientes com a insulina poderia reverter ou amenizar esses danos. Dessa forma, este trabalho procurou avaliar os efeitos da insulinoterapia sobre a função pulmonar dos pacientes diabéticos do tipo II, por meio da construção de uma revisão sistemática composta pela análise de artigos publicados em plataformas internacionais como a COCHRANE, PUBMED e SCIENCE DIRECT, os quais passaram por uma triagem e seleção de estudos para posterior análise de dados. Foram encontrados 355 estudos na literatura que abordam os efeitos da insulinoterapia relacionada à função pulmonar, entretanto apenas 3 estudos foram selecionados por se enquadrarem dentro dos critérios de inclusão e apresentarem desfechos medidos pela espirometria ou difusão do monóxido de carbono e seus componentes. Em relação ao Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1), os estudos de Niranja e Guazzi apresentaram valor médio de 3,86L no grupo controle e 3,63L no grupo insulínico após a intervenção, enquanto o estudo de Frost apresentou 76,6% (SD ± 17,5) do valor predito para o grupo controle e média de 60,97% com diferença média de +4,23 % (IC = 1,06 - 7,48), em relação ao valor basal, após a intervenção. Quanto ao desfecho da capacidade de difusão do Monóxido de Carbono (DLCO), Guazzi trouxe uma discreta melhora da troca gasosa com 24,8 mL/min/mmHg (DP ± 4,5) antes da intervenção e 27,3 mL/min/mmHg (DP ± 4,1) após a intervenção no grupo diabético. Niranja demonstrou que o grupo insulínico apresentou DLCO de20,3 mL/min/mmHG (DP ± 4,2), valor um pouco abaixo do grupo controle que performou com 27,2 mL/min/mmHg (DP ± 0,4). Em suma os resultados dos estudos e sua apresentação foram bastante heterogêneos, de modo que foi possível observar discreta melhora da função pulmonar em alguns desfechos e nenhum benefício em outros, concluindo que ainda não há evidência de benefício concreto no uso da insulinoterapia para a função pulmonar de pacientes com diabetes mellitus do tipo II.

Abstract

Diabetes is a disease that leads to microvascular and macrovascular complications, with clinical repercussions across various organs and systems. The literature indicates that diabetes exerts a deleterious effect on the lungs, suggesting that treatment with insulin may reverse or mitigate such damage. Accordingly, this study aimed to evaluate the effects of insulin therapy on pulmonary function in patients with type II diabetes mellitus, through the development of a systematic review based on the analysis of articles published on international platforms such as COCHRANE, PUBMED, and SCIENCE DIRECT. These articles underwent screening and selection for subsequent data analysis. A total of 355 studies addressing the effects of insulin therapy on pulmonary function were identified in the literature. However, only three studies met the inclusion criteria and presented outcomes measured by spirometry or carbon monoxide diffusion and its components. Regarding Forced Expiratory Volume in the first second (FEV1), the studies by Niranja and Guazzi reported a mean value of 3.86 L in the control group and 3.63 L in the insulin-treated group following intervention. Meanwhile, Frost’s study showed 76.6% (SD ± 17.5) of the predicted value for the control group and an average of 60.97%, with a mean difference of +4.23% (CI = 1.06–7.48) from baseline after the intervention. As for the outcome related to Carbon Monoxide Diffusing Capacity (DLCO), Guazzi observed a slight improvement in gas exchange, with values rising from 24.8 mL/min/mmHg (SD ± 4.5) before the intervention to 27.3 mL/min/mmHg (SD ± 4.1) afterward in the diabetic group. Niranja demonstrated that the insulin-treated group had a DLCO of 20.3 mL/min/mmHg (SD ± 4.2), slightly lower than the control group, which recorded 27.2 mL/min/mmHg (SD ± 0.4). In summary, the results and presentation of the studies were notably heterogeneous. While a modest improvement in pulmonary function was observed in some outcomes, no benefit was evident in others. Thus, there is currently no concrete evidence supporting the efficacy of insulin therapy in improving pulmonary function in patients with type II diabetes mellitus.

Orientador(a)
Dr. Araújo, Diego Neves.
Banca Examinadora
Esp. Santos Filho, Hamilton Pimentel dos.
Esp. Gonçalves, Marley Gustavo Cavalcante.
Palavras-chave
Diabetes tipo 2.
Função pulmonar.
Insulinoterapia.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSCA.
Categorias CNPQ
4.00.00.00-1 Ciências da saúde.
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