Lei de responsabilidade fiscal e a autonomia municipal

Lei de responsabilidade fiscal e a autonomia municipal

Autor(a)
Silva, Ana Vitória Leandro.
<ana.leandro@arapiraca.ufal.br>
Ano de publicação
2025
Data da defesa
13/11/2025
Curso/Outros
Administração Pública
Número de folhas
19
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional ARAPIRACA
Resumo

A autonomia municipal, reconhecida pela Constituição Federal de 1988, representa um dos pilares do federalismo brasileiro, mas continua fragilizada diante das restrições fiscais e da concentração de recursos nas esferas estadual e federal. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em 2000, trouxe avanços significativos no controle e na transparência das finanças públicas, porém impôs limitações que afetam diretamente a capacidade de gestão dos municípios, especialmente os de pequeno porte. Este artigo tem como objetivo analisar as implicações da LRF e seus efeitos sobre a autonomia municipal. Para isso, foi realizada uma pesquisa descritiva e bibliográfica, complementada por uma análise comparativa dos resultados do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) dos anos de 2015 e 2025. A comparação dos indicadores evidencia avanços na gestão fiscal dos municípios, com destaque para as melhorias nos indicadores de Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez, que refletem maior planejamento e controle orçamentário. No entanto, o indicador de Autonomia permanece como o mais crítico, revelando que a maioria dos municípios ainda depende fortemente das transferências intergovernamentais. Portanto, embora a LRF tenha contribuído para uma gestão fiscal mais responsável, ela não foi suficiente para reduzir as desigualdades entre os entes federativos. A autonomia municipal segue limitada por um modelo de federalismo fiscal centralizado, o que reforça a necessidade de repensar as políticas de arrecadação e redistribuição de recursos, de forma a garantir maior equilíbrio e sustentabilidade às administrações locais.

Abstract

Municipal autonomy, recognized by the 1988 Federal Constitution, represents one of the foundations of Brazilian federalism but remains weakened due to fiscal constraints and the concentration of resources in state and federal spheres. The enactment of the Fiscal Responsibility Law (FRL) in 2000 brought significant advances in public finance control and transparency; however, it also imposed limits that directly affect municipal management capacity, especially in smaller municipalities. This article aims to analyze the implications of the FRL and the current resource distribution structure on municipal autonomy, observing their effects on local development and the effectiveness of public policies.To achieve this goal, a descriptive and bibliographic study was carried out, complemented by a comparative analysis of the Firjan Fiscal Management Index (IFGF) for the years 2015 and 2025. The comparison of indicators reveals progress in municipal fiscal management, with notable improvements in the indicators of Personnel Expenses, Investments, and Liquidity, reflecting greater planning and budgetary control. However, the Autonomy Indicator remains the weakest point, showing that most municipalities are still highly dependent on intergovernmental transfers. It is concluded that although the FRL has contributed to more responsible fiscal management, it has not been sufficient to reduce inequalities among federative entities. Municipal autonomy remains limited by a centralized fiscal federalism model, highlighting the need to rethink revenue generation and resource distribution policies to promote greater balance and sustainability for local administrations.

Orientador(a)
Dr. Gonçalves, Bruno Setton.
Banca Examinadora
Me. Araújo, Anderson Henrique dos Santos.
Dr. Coelho, Rodrigo Pereyra de Sousa.
Palavras-chave
Administração pública.
Federalismo fiscal.
Gestão fiscal.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSCA.
Categorias CNPQ
6.00.00.00-7 Ciências sociais aplicadas.
Anexos
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