Vivência da pessoa diagnosticada com tuberculose: uma abordagem à luz da adaptação de Callista Roy
Vivência da pessoa diagnosticada com tuberculose: uma abordagem à luz da adaptação de Callista Roy
<lucas.emanuel.ufal@gmail.com>
O presente estudo objetivou compreender
a vivência da pessoa diagnosticada com tuberculose e suas estratégias de
enfrentamento. A pesquisa, de abordagem qualitativa e exploratório-descritiva,
foi fundamentada na Teoria da Adaptação de Callista Roy e realizada com 10
participantes (N=10) no Centro de Referência Especializado em Tuberculose e
Hanseníase em Alagoas. A coleta de dados combinou a obtenção de dados
secundários em prontuários e no Sistema de Informação de Agravos de
Notificação, com entrevistas semiestruturadas, realizadas em maio de 2025. A
análise das entrevistas foi realizada com base na Análise de Conteúdo de
Bardin, pautando-se nos quatro modos adaptativos do Modelo de Adaptação de Roy:
autoconceito, fisiológico, função do papel e interdependência. A análise
evidenciou que a tuberculose atua como um potente estímulo focal, exigindo um
constante esforço adaptativo nas esferas biopsicossociais. No modo
autoconceito, o choque e a tristeza iniciais foram mitigados pela resiliência e
espiritualidade. A vivência revelou a presença de respostas inefetivas nos
modos fisiológico (debilidade e cansaço persistente) e de função do papel
(perda de autonomia e interrupção laboral). O modo interdependência, apesar de
impactado pelo estigma e isolamento, demonstrou no suporte familiar o principal
estímulo contextual positivo, essencial à continuidade do tratamento. Portanto,
o Modelo de Adaptação de Roy foi fundamental para demonstrar que a vivência da
pessoa com tuberculose é caracterizada por um complexo e constante processo
adaptativo biopsicossocial, fornecendo o referencial necessário para orientar a
prática da Enfermagem na identificação das necessidades e no planejamento de
intervenções que visam a integridade e o cuidado holístico.
The present study aimed to understand
the lived experience of individuals diagnosed with tuberculosis and their
coping strategies. This qualitative and exploratorydescriptive research was
grounded in Callista Roy's Adaptation Theory and conducted with 10 participants
(N=10) at the Specialized Reference Center for Tuberculosis and Hansen's
Disease in Alagoas, Brazil. Data collection combined the retrieval of secondary
data from medical records and the Notifiable Diseases Information System with
semi-structured interviews, carried out in May 2025. The analysis of the
interviews was performed using Bardin's Content Analysis, guided by the four
adaptive modes of the Roy Adaptation Model: self-concept, physiological, role
function, and interdependence. The analysis evidenced that tuberculosis acts as
a potent focal stimulus, demanding a constant adaptive effort across the
biopsychosocial spheres. In the self-concept mode, initial shock and sadness
were mitigated by resilience and spirituality. The experience revealed the
presence of ineffective responses in the physiological mode (persistent
weakness and fatigue) and the role function mode (loss of autonomy and work
interruption). The interdependence mode, despite being impacted by stigma and
isolation, demonstrated that family support is the main positive contextual
stimulus, essential for treatment continuity. Therefore, the Roy Adaptation
Model was fundamental in demonstrating that the lived experience of individuals
with tuberculosis is characterized by a complex and constant biopsychosocial
adaptive process, providing the necessary framework to guide Nursing practice
in identifying needs and planning interventions that aim for integrity and
holistic care.
Dr.ª Silva, Meirielly Kellya Holanda da.
Farias, Wiliana Maris Silva dos Santos.
Tuberculose.
Estigma social.
Roy, Modelo de Adaptação de .
Acesso restrito solicitado pelo autor. Provável liberação em 26 nov. 2026.