Dor em crianças hospitalizadas: eficácia de métodos não farmacológicos para manejo da dor - revisão integrativa
Dor em crianças hospitalizadas: eficácia de métodos não farmacológicos para manejo da dor - revisão integrativa
<maria.silva17@arapiraca.ufal.br>
Introdução: A dor pediátrica é
compreendida como uma experiência complexa e multidimensional, influenciada por
fatores físicos, emocionais e contextuais que moldam a maneira como a criança
vivencia o sofrimento. No ambiente
hospitalar, essa vivência é agravada por fatores estressores, como o
afastamento familiar e a exposição a procedimentos invasivos. Nesse contexto,
os métodos não farmacológicos assumem papel relevante ao oferecerem estratégias
que reduzem o desconforto e o sofrimento emocional, favorecendo um cuidado mais
humanizado. Objetivo: Analisar a eficácia dos métodos não farmacológicos no
manejo da dor em crianças hospitalizadas, buscando identificar os principais
métodos utilizados, descrever seus efeitos no alívio da dor e avaliar suas
contribuições para o cuidado humanizado no ambiente hospitalar pediátrico.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida por
meio da estratégia PICo. A busca foi realizada nos meses de setembro e outubro
de 2025, sem a aplicação de recorte temporal, com busca nas bases de dados como
MEDLINE/PubMed, LILACS, ScienceDirect, Scielo e CINAHL, utilizando os seguintes
descritores controlados: Pain, “Pain reduction”, Child, Children, Pediatric,
Hospitalized, “Non-pharmacological therapy”, “nonpharmacological interventions”
e “Complementary therapies”. Associados com os operadores booleanos “AND” e
“OR”. Após o processo de triagem e a aplicação rigorosa dos critérios de
inclusão e exclusão, 24 artigos foram selecionados para a análise final. Resultados:
Os achados demonstram a eficácia das intervenções não farmacológicas. Métodos
como a massoterapia, a aromaterapia e as terapias de energia (reiki e cura
prânica) foram associados à melhora significativa nos níveis de dor e
parâmetros fisiológicos. A musicoterapia e a Realidade Virtual (RV),
especialmente imersiva, destacaram-se por sua eficácia comparável ao manejo
convencional em procedimentos dolorosos, além de atenuar a ansiedade e o medo.
A ludoterapia e a Terapia Assistida por Cães atuaram promovendo o bem estar
psicoemocional e foi notável que a eficácia não se restringe ao alívio
sintomático. Um aspecto crucial reforçado pelos estudos é a alta segurança e
baixíssima incidência de efeitos adversos dos métodos não farmacológicos,
validando sua incorporação precoce. Conclusão: Contudo, os métodos não
farmacológicos são um componente importante do manejo clínico da dor
pediátrica, atuando como complemento essencial ao tratamento convencional,
sendo a enfermagem o agente chave para a avaliação contínua e aplicação
sistemática desses métodos.
Introduction: Pediatric pain is
understood as a complex and multidimensional experience, influenced by
physical, emotional, and contextual factors that shape the way a child
experiences suffering. In the hospital environment, this experience is
aggravated by stressors such as family separation and exposure to invasive
procedures. In this context, non-pharmacological methods play a relevant role
by offering strategies that reduce discomfort and emotional suffering,
fostering more humanized care.Objective: To analyze the efficacy of
non-pharmacological methods in the management of pain in hospitalized children,
seeking to identify the main methods used, describe their effects on pain
relief, and evaluate their contributions to humanized care in the pediatric
hospital environment. Methodology: This is an integrative literature review,
conducted using the PICo strategy. The search was performed in September and
October 2025, without applying a time frame, with searches in databases such as
MEDLINE/PubMed, LILACS, ScienceDirect, Scielo, and CINAHL, using the following
controlled descriptors: Pain, “Pain reduction”, Child, Children, Pediatric,
Hospitalized, “Non-pharmacological therapy”, “nonpharmacological interventions”
and “Complementary therapies”. Associated with the Boolean operators “AND” and
“OR”. After the screening process and the rigorous application of inclusion and
exclusion criteria, 24 articles were selected for the final analysis. Results:
The findings demonstrate the efficacy of non-pharmacological interventions.
Methods such as massotherapy, aromatherapy, and energy therapies (reiki and
pranic healing) were associated with a significant improvement in pain levels
and physiological parameters. Music therapy and Virtual Reality (VR),
especially immersive VR, stood out for their efficacy comparable to
conventional management in painful procedures, in addition to mitigating
anxiety and fear. Play therapy and CanineAssisted Therapy promoted
psychoemotional well-being, and it was notable that the efficacy is not
restricted to symptomatic relief. A crucial aspect reinforced by the studies is
the high safety and very low incidence of adverse effects of
non-pharmacological methods, validating their early incorporation. Conclusion:
However, nonpharmacological methods are an important component of clinical
pediatric pain management, acting as an essential complement to conventional
treatment, with nursing being the key agent for the continuous evaluation and
systematic application of these methods.
Ma. Correia, Larissa Tenório Andrade.
Enfermagem pediátrica.
Terapias não farmacológicas.
Crianças hospitalizadas.
Acesso restrito solicitado pela autora. Provável liberação em 29 nov. 2026.