Dor em crianças hospitalizadas: eficácia de métodos não farmacológicos para manejo da dor - revisão integrativa

Dor em crianças hospitalizadas: eficácia de métodos não farmacológicos para manejo da dor - revisão integrativa

Autor(a)
Silva, Maria Alice dos Santos.
<maria.silva17@arapiraca.ufal.br>
Ano de publicação
2025
Data da defesa
27/11/2025
Curso/Outros
Enfermagem
Número de folhas
54
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional ARAPIRACA
Resumo

Introdução: A dor pediátrica é compreendida como uma experiência complexa e multidimensional, influenciada por fatores físicos, emocionais e contextuais que moldam a maneira como a criança vivencia o sofrimento.  No ambiente hospitalar, essa vivência é agravada por fatores estressores, como o afastamento familiar e a exposição a procedimentos invasivos. Nesse contexto, os métodos não farmacológicos assumem papel relevante ao oferecerem estratégias que reduzem o desconforto e o sofrimento emocional, favorecendo um cuidado mais humanizado. Objetivo: Analisar a eficácia dos métodos não farmacológicos no manejo da dor em crianças hospitalizadas, buscando identificar os principais métodos utilizados, descrever seus efeitos no alívio da dor e avaliar suas contribuições para o cuidado humanizado no ambiente hospitalar pediátrico. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida por meio da estratégia PICo. A busca foi realizada nos meses de setembro e outubro de 2025, sem a aplicação de recorte temporal, com busca nas bases de dados como MEDLINE/PubMed, LILACS, ScienceDirect, Scielo e CINAHL, utilizando os seguintes descritores controlados: Pain, “Pain reduction”, Child, Children, Pediatric, Hospitalized, “Non-pharmacological therapy”, “nonpharmacological interventions” e “Complementary therapies”. Associados com os operadores booleanos “AND” e “OR”. Após o processo de triagem e a aplicação rigorosa dos critérios de inclusão e exclusão, 24 artigos foram selecionados para a análise final. Resultados: Os achados demonstram a eficácia das intervenções não farmacológicas. Métodos como a massoterapia, a aromaterapia e as terapias de energia (reiki e cura prânica) foram associados à melhora significativa nos níveis de dor e parâmetros fisiológicos. A musicoterapia e a Realidade Virtual (RV), especialmente imersiva, destacaram-se por sua eficácia comparável ao manejo convencional em procedimentos dolorosos, além de atenuar a ansiedade e o medo. A ludoterapia e a Terapia Assistida por Cães atuaram promovendo o bem estar psicoemocional e foi notável que a eficácia não se restringe ao alívio sintomático. Um aspecto crucial reforçado pelos estudos é a alta segurança e baixíssima incidência de efeitos adversos dos métodos não farmacológicos, validando sua incorporação precoce. Conclusão: Contudo, os métodos não farmacológicos são um componente importante do manejo clínico da dor pediátrica, atuando como complemento essencial ao tratamento convencional, sendo a enfermagem o agente chave para a avaliação contínua e aplicação sistemática desses métodos.

Abstract

Introduction: Pediatric pain is understood as a complex and multidimensional experience, influenced by physical, emotional, and contextual factors that shape the way a child experiences suffering. In the hospital environment, this experience is aggravated by stressors such as family separation and exposure to invasive procedures. In this context, non-pharmacological methods play a relevant role by offering strategies that reduce discomfort and emotional suffering, fostering more humanized care.Objective: To analyze the efficacy of non-pharmacological methods in the management of pain in hospitalized children, seeking to identify the main methods used, describe their effects on pain relief, and evaluate their contributions to humanized care in the pediatric hospital environment. Methodology: This is an integrative literature review, conducted using the PICo strategy. The search was performed in September and October 2025, without applying a time frame, with searches in databases such as MEDLINE/PubMed, LILACS, ScienceDirect, Scielo, and CINAHL, using the following controlled descriptors: Pain, “Pain reduction”, Child, Children, Pediatric, Hospitalized, “Non-pharmacological therapy”, “nonpharmacological interventions” and “Complementary therapies”. Associated with the Boolean operators “AND” and “OR”. After the screening process and the rigorous application of inclusion and exclusion criteria, 24 articles were selected for the final analysis. Results: The findings demonstrate the efficacy of non-pharmacological interventions. Methods such as massotherapy, aromatherapy, and energy therapies (reiki and pranic healing) were associated with a significant improvement in pain levels and physiological parameters. Music therapy and Virtual Reality (VR), especially immersive VR, stood out for their efficacy comparable to conventional management in painful procedures, in addition to mitigating anxiety and fear. Play therapy and CanineAssisted Therapy promoted psychoemotional well-being, and it was notable that the efficacy is not restricted to symptomatic relief. A crucial aspect reinforced by the studies is the high safety and very low incidence of adverse effects of non-pharmacological methods, validating their early incorporation. Conclusion: However, nonpharmacological methods are an important component of clinical pediatric pain management, acting as an essential complement to conventional treatment, with nursing being the key agent for the continuous evaluation and systematic application of these methods.

Orientador(a)
Dr.ª Dias, Renise Bastos Farias.
Coorientador(a)
Ma. Correia, Larissa Tenório Andrade.
Banca Examinadora
Esp. Silva, Claude Marise dos Santos.
Ma. Correia, Larissa Tenório Andrade.
Palavras-chave
Humanização - Assistência.
Enfermagem pediátrica.
Terapias não farmacológicas.
Crianças hospitalizadas.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSCA.
Categorias CNPQ
4.00.00.00-1 Ciências da saúde.
Visualizações
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Observações

Acesso restrito solicitado pela autora. Provável liberação em 29 nov. 2026.