Racismo Ambiental e Impactos Socioambientais em Palmeira dos Índios - AL

Racismo Ambiental e Impactos Socioambientais em Palmeira dos Índios - AL

Autor(a)
Santana, Edicleide Braz.
<edicleide.santana@im.ufal.br>
Ano de publicação
2026
Data da defesa
13/11/2025
Curso/Outros
Serviço Social (U.E.Palmeira dos Índios)
Número de folhas
54
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional PALMEIRA DOS ÍNDIOS
Resumo

A pesquisa investiga o racismo ambiental como uma das expressões do racismo estrutural no Brasil analisando suas formas de materialização e os impactos socioambientais em Alagoas. Fundamentada no método materialista histórico-dialético de Karl Marx e apoiada em pesquisa bibliográfica, o estudo discute a formação sócio-histórica do país, a crise estrutural do capital e a “questão ambiental” na realidade brasileira para delinear alguns conceitos sobre racismo ambiental. Os resultados evidenciam que os principais atingidos pela degradação ambiental são a população negra, os povos indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos e pequenos agricultores. Esses são justamente aqueles que menos contribuem para o processo de destruição socioambiental. Argumenta-se que a flexibilização das legislações estatais e suas alianças com os interesses do capital intensificam desigualdades raciais e territoriais, perpetuando injustiças socioambientais. O estudo também analisa como o racismo ambiental se expressa no município de Palmeira dos Índios-AL, revelando a vulnerabilidade das populações locais diante de práticas predatórias do desenvolvimento capitalista. Conclui-se que o racismo ambiental constitui um fenômeno estrutural, cuja compreensão é essencial para o Serviço Social, por relacionar dimensões raciais, sociais, territoriais, políticas e ambientais no enfrentamento das desigualdades estruturais.

Abstract

The research investigates environmental racism as one of the expressions of structural racism in Brazil, analyzing its forms of materialization and its socio-environmental impacts in the state of Alagoas. Grounded in Karl Marx’s historical-dialectical materialist method and supported by bibliographic research, the study discusses the socio-historical formation of the country, the structural crisis of capital, and the “environmental question” in the Brazilian context in order to outline concepts related to environmental racism. The findings indicate that those most affected by environmental degradation are the Black population, Indigenous peoples, quilombola communities, riverside populations, and small farmers. These are precisely the groups that contribute the least to the process of socio-environmental destruction. It is argued that the flexibilization of state legislation and its alliances with capitalist interests intensify racial and territorial inequalities, perpetuating socio-environmental injustices. The study also analyzes how environmental racism manifests itself in the municipality of Palmeira dos Índios, in the state of Alagoas, revealing the vulnerability of local populations in the face of predatory practices associated with capitalist development. It is concluded that environmental racism constitutes a structural phenomenon whose understanding is essential to Social Work, as it relates racial, social, territorial, political, and environmental dimensions in confronting structural inequalities.

Orientador(a)
Dr. Silva, Everton Melo da.
Banca Examinadora
Silva, Fernanda Ferreira da.
Dr. Bizerra, Fernando de Araújo.
Palavras-chave
Meio ambiente.
Racismo .
Relações raciais.
Condições ambientais.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSPI.
Categorias CNPQ
6.00.00.00-7 Ciências sociais aplicadas.
Anexos





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