Entre corredores e conquistas: memórias de uma turma de Administração Pública da UFAL: histórias que nasceram na universidade e seguirão para a vida

Entre corredores e conquistas: memórias de uma turma de Administração Pública da UFAL: histórias que nasceram na universidade e seguirão para a vida

Autor(a)
Silva, Samayk Henrique Ferro da (org.).
Ano de publicação
2026
Curso/Outros
Documentos (Livros Acesso Aberto)
Número de folhas
43
Tipo
E-book [recurso eletrônico]
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional ARAPIRACA
Resumo

Escrever sobre a trajetória de uma turma que vivenciou a Universidade Pública em sua totalidade é, antes de tudo, um exercício de escuta e de profundo respeito. Quando assumi minhas primeiras aulas na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no campus de Arapiraca, cruzando a sala como um jovem professor substituto, não imaginava que aquele encontro inauguraria o ciclo mais marcante e transformador dos meus últimos dois anos. Aquela era a minha primeira turma no campus; e eu, de certa forma, era também um recém-chegado ao universo dos corredores onde em outro momento eu tinha sido aluno. O que se seguiu ao longo desse biênio foi uma das mais bonitas lições de resiliência, afeto e maturidade que eu poderia testemunhar. Esta obra não nasce de dados estatísticos frios ou de relatórios gerenciais impessoais. Ela é o fruto genuíno de uma Atividade Curricular de Extensão, carinhosamente apelidada de “ACE IV”. O grande desafio de realizar atividades como esta é tentar apresentar algo que possa representar uma experiência marcante para os alunos ao mesmo tempo consiga desenvolver competências, habilidades e atitudes profissionais para estes futuros profissionais da Administração Pública. Esta ACE foi desenvolvida como forma de dar voz e vazão às memórias individuais e coletivas de estudantes que, agora no nono período, olham para trás e contemplam a própria metamorfose. Os textos que compõem este livro são relatos importantes e marcantes, escritos a muitas mãos, que narram como as experiências individuais compõe o ambiente das quatro paredes de uma universidade pública e, de como esse universo é capaz de romper as barreiras da técnica pura para moldar o caráter, a sensibilidade humana e a consciência social. A jornada destes alunos e alunas, contudo, esteve longe de ser linear ou suave. Eles ingressaram sob o peso histórico de terem iniciado seus estudos pouco tempo depois de uma pandemia, iniciando o sonho do ensino superior através do retorno às salas de aulas se adaptando ao novo ambiente em que antes estava sedo vivenciado com isolamentos e incertezas. Quando as aulas iniciaram, todos precisaram compreender e reaprender o significado dos encontros diários no horário da noite e de como seriam os próximos quatro anos e meio de desafios na universidade, com pressões sufocantes da rotina acadêmica, o cansaço extremo das longas viagens diárias de ônibus, as dificuldades financeiras, as noites mal dormidas, o acúmulo de trabalhos e a iminência do “tão temido” TCC. Mais do que isso, muitos enfrentaram batalhas silenciosas dentro de casa, lidando com dinâmicas familiares complexas e com a preocupação do que fazer após.  Durante a leitura, vocês irão perceber ao longo dos capítulos como esse cenário complexo transformou a vida de cada aluno e os tornou fortes para enfrentar os desafios diários como, por exemplo, no cotidiano das aulas eles se revelaram profissionais da gestão de conflitos e mestres no amadurecimento. Entre uma discussão acalorada em sala de aula e a necessidade de lidar com personalidades distintas nos trabalhos em equipe, eles aprenderam que administrar é, fundamentalmente, uma ciência humana. Nos projetos práticos de extensão — seja na tentativa de conscientização ambiental para a retirada de copos descartáveis no restaurante universitário, seja no mergulho técnico para diagnosticar e propor planos de ação aos Conselhos Municipais de Direito —, estes alunos confrontaram de perto o “abismo” existente entre a teoria dos livros e a realidade política e burocrática das instituições. Sentiram na pele a frustração do desinteresse político, mas saíram dessa experiência com algo muito mais valioso: o fim da ingenuidade e o nascimento de uma visão crítica irretocável. Paralelamente aos embates acadêmicos, houve espaço para o afeto. Os laços virtuosos tecidos nos corredores do campus, as risadas descontroladas em partidas de pebolim que aliviavam o estresse e a rede de apoio mútua construída entre namorados, amigos e colegas transformaram a universidade em um porto seguro. Eles descobriram que ninguém caminha sozinho...

Abstract

Writing about the journey of a class that experienced public university life in its entirety is, above all, an exercise in listening and deep respect. When I took over my first classes at the Federal University of Alagoas (UFAL), on the Arapiraca campus, walking across the room as a young substitute professor, I never imagined that that encounter would mark the beginning of the most memorable and transformative period of my last two years. That was my first class on campus; and I, in a way, was also a newcomer to the world of those hallways where I had once been a student myself. What followed over the course of those two years was one of the most beautiful lessons in resilience, affection, and maturity that I could have witnessed. This work does not stem from cold statistical data or impersonal management reports. It is the genuine result of a Curricular Extension Activity, affectionately nicknamed “ACE IV.” The great challenge in carrying out activities like this is to present something that can be a memorable experience for students while also helping them develop the competencies, skills, and professional attitudes needed for their future careers in Public Administration. This ACE was designed to give voice to and provide an outlet for the individual and collective memories of students who, now in their ninth semester, look back and reflect on their own transformation. The texts that make up this book are important and poignant accounts, written collaboratively, that narrate how individual experiences shape the environment within the four walls of a public university—and how this universe is capable of breaking through the barriers of pure technical knowledge to mold character, human sensitivity, and social consciousness. The journey of these students, however, was far from linear or smooth. They entered college under the historical weight of having begun their studies shortly after a pandemic, embarking on their dream of higher education by returning to the classroom and adapting to a new environment that had previously been marked by isolation and uncertainty. When classes began, everyone had to come to terms with and relearn the meaning of daily evening classes and what the next four and a half years of challenges at the university would be like—with the suffocating pressures of the academic routine, the extreme exhaustion from long daily bus rides, financial difficulties, sleepless nights, the mounting workload, and the looming “dreaded” final thesis. More than that, many faced silent battles at home, dealing with complex family dynamics and worries about what to do next. As you read, you’ll come to realize throughout the chapters how this complex scenario transformed each student’s life and empowered them to face daily challenges; for example, in their day-to-day classroom experiences, they proved themselves to be experts in conflict management and masters of personal growth. Between heated classroom discussions and the need to navigate diverse personalities in teamwork, they learned that management is, at its core, a human science. In practical outreach projects—whether in efforts to raise environmental awareness by phasing out disposable cups in the university cafeteria or in technical research to diagnose issues and propose action plans to Municipal Bar Associations—these students confronted firsthand the “chasm” between textbook theory and the political and bureaucratic reality of institutions. They experienced firsthand the frustration of political apathy, but emerged from this experience with something far more valuable: the end of naivety and the birth of an impeccable critical perspective. Alongside the academic challenges, there was room for camaraderie. The meaningful bonds forged in the campus hallways, the uncontrollable laughter during foosball matches that relieved stress, and the network of mutual support built among partners, friends, and classmates transformed the university into a safe haven. They discovered that no one walks alone...

Palavras-chave
Universidade Federal de Alagoas (Campus de Arapiraca).
Estudantes universitários.
Administração pública.
Memória institucional.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSCA.
Categorias CNPQ
6.00.00.00-7 Ciências sociais aplicadas.
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Observações

Texto em Língua inglesa: Google Tradutor.

Atividade Curricular de Extensão (ACE IV) desenvolvida  pelos alunos do 8º período do curso de Administração Pública (Bacharelado) da UFAL, Campus Arapiraca.

Referência

SILVA, Samayk Henrique Ferro da (org.). Entre corredores e conquistas: memórias de uma turma de Administração Pública da UFAL: histórias que nasceram na universidade e seguirão para a vida. Arapiraca, AL: UFAL, Campus Arapiraca, 2026. E-book

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