Diversidade filogenética, morfológica e ecológica ao longo da evolução em peixes de ordem Sparifomes

Diversidade filogenética, morfológica e ecológica ao longo da evolução em peixes de ordem Sparifomes

Autor(a)
Assis, Thiago Araújo de .
<thiago.assis@arapiraca.ufal.br>
Ano de publicação
2026
Data da defesa
31/03/2026
Curso/Outros
Ciências Biológicas
Número de folhas
79
Tipo
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Local
UFAL, Campus Arapiraca, Unidade Educacional ARAPIRACA
Resumo

A ordem Spariformes inclui uma ampla variedade de espécies de peixes marinhos, distribuídas desde recifes costeiros rasos até zonas profundas da plataforma continental. Este grupo desempenha um importante papel funcional nos ecossistemas em que ocorre, atuando na dinâmica trófica e na estruturação dos ecossistemas. Apresenta ampla diversidade morfológica, o que o torna particularmente relevante para estudos evolutivos. Apesar disso, muitas questões permanecem em aberto, especialmente sobre como a diversificação morfológica dessa ordem ao longo de sua história filogenética. Nesse contexto, o presente trabalho utilizou análises de morfometria geométrica e métodos filogenéticos comparativos para avaliar quais fatores afetam a morfologia. Os resultados revelaram que a família Sparidae é a mais diversa e ocupa o maior morfoespaço quando comparado com as outras famílias através das análises de componentes principais. Os resultados de PC1 (46.47%) e PC2 (17.44%), explicaram 63.91% da variação da forma. O K de bloomberg revelou um baixo sinal filogenético K=0.3/p=0.001. Além disso, análises de PGLS revelaram uma associação com o tamanho do centróide (p = 0,012), nível trófico (p = 0,003) e a profundidade (p = 0,014). E a MANOVA filogenética mostrou uma associação com o centróide (p = 0,006) e a profundidade (p = 0,026). Já as análises de modelos evolutivos revelaram que a forma é conduzida por um ótimo adaptativo, ou seja por uma seleção normalizadora, possivelmente impulsionada pelas pressões seletivas relacionadas à profundidade e ao tamanho do centróide. A análise de disparidade morfológica, demonstraram que o grupo demersal é o que mais possui variação na forma corporal. Por fim, a reconstrução filogenética com a associação entre a variação morfológica e a profundidade, demonstrou que espécies de águas profundas tendem a se agrupar em clados com formas corporais semelhantes. As métricas C1–C4 também revelaram convergência entre pares de espécies filogeneticamente distantes que, ao longo do tempo, desenvolveram características morfológicas semelhantes. Os resultados indicam que a ordem Spariformes passou por processos de convergência evolutiva influenciada por fatores ambientais principalmente ligados à profundidade evidenciando a interação entre fatores ecológicos e evolutivos na diversificação da forma.

Abstract

The order Spariformes includes a wide variety of marine fish species, ranging from shallow coastal reefs to deep areas of the continental shelf. This group plays an important functional role in the ecosystems where it occurs, influencing trophic dynamics and ecosystem structure. It exhibits a wide morphological diversity, making it particularly relevant for evolutionary studies. Despite this, many questions remain unanswered, especially regarding how the morphological diversification of this order has unfolded throughout its phylogenetic history. In this context, the present study employed geometric morphometric analyses and comparative phylogenetic methods to assess which factors influence morphology. The results revealed that the Sparidae family is the most diverse and occupies the largest morphospace when compared to the other families through principal component analysis. The results of PC1 (46.47%) and PC2 (17.44%) explained 63.91% of the variation in shape. Bloomberg’s K revealed a weak phylogenetic signal (K = 0.3, p = 0.001). Furthermore, PGLS analyses revealed an association with centroid size (p = 0.012), trophic level (p = 0.003), and depth (p = 0.014). Phylogenetic MANOVA showed an association with centroid size (p = 0.006) and depth (p = 0.026). Evolutionary model analyses, on the other hand, revealed that body shape is driven by an adaptive optimum, that is, by normalizing selection, possibly driven by selective pressures related to depth and centroid size. Morphological disparity analysis demonstrated that the demersal group exhibits the greatest variation in body shape. Finally, phylogenetic reconstruction associating morphological variation with depth demonstrated that deep-water species tend to cluster into clades with similar body shapes. The C1–C4 metrics also revealed convergence among phylogenetically distant species that, over time, developed similar morphological characteristics. The results indicate that the order Spariformes underwent processes of evolutionary convergence influenced by environmental factors primarily linked to depth, highlighting the interaction between ecological and evolutionary factors in the diversification of form.

Orientador(a)
Dr. Jacobina, Uedson Pereira .
Coorientador(a)
Ma. Duarte, Carolina Lima .
Banca Examinadora
Ma. Nascimento, Alany Itala Pontes.
Dr. Silva, Henrique Costa Hermenegildo da.
Palavras-chave
Morfometria geométrica.
Ecologia evolutiva.
Spariformes.
Diversificação morfológica.
Convergência evolutiva.
Áreas do Conhecimento/Localização
Coleção Propriedade Intelectual (CPI) - BSCA.
Categorias CNPQ
2.00.00.00-6 Ciências biológicas.
Visualizações
20
Observações


Não foi possível exibir o PDF