A precarização do trabalho do_a assistente social na saúde : condições e relações de trabalho no contexto da pandemia e pós-pandemia
A precarização do trabalho do_a assistente social na saúde : condições e relações de trabalho no contexto da pandemia e pós-pandemia
<reinaldopereirasilva100@gmail.com>
A pandemia expôs e intensificou a precarização do trabalho do/a assistente social na saúde, revelando condições estruturais frágeis: sobrecarga de casos, jornadas estendidas, contrato temporário e baixos salários. A falta de recursos humanos e materiais forçou adaptações improvisadas, atendimentos remotos, mutirões e deslocamento de funções, sem garantia de proteção laboral ou suporte psicossocial. As relações de trabalho tornaram-se mais tensionadas: hierarquias rígidas, desconhecimento das atribuições profissionais e desvalorização técnica fragilizaram a autonomia e o reconhecimento institucional. Ao mesmo tempo, solidificaram-se redes de solidariedade entre colegas e com a comunidade, que atenuaram impactos imediatos. No período pós-pandemia, persistem os riscos da terceirização, precarização contratual e esgotamento, enquanto cresce a demanda por atenção psicossocial e gestão de vulnerabilidades para não dizer das desigualdades sociais. Os resultados apontam para sobrecarga de casos, jornadas ampliadas, contratos temporários, insuficiência de recursos materiais e emocionais e intensificação de hierarquias que limitaram a autonomia técnica. Observou-se também adoção de práticas informais, atendimentos remotos, mutirões e deslocamento de funções e o fortalecimento de redes de solidariedade entre colegas como estratégia de enfrentamento. Conclui-se que a pandemia aprofundou as chamadas vulnerabilidades pré-existentes e que o período pós-pandêmico mantém riscos de terceirização, esgotamento e desvalorização profissional. Recomenda-se a implementação de políticas públicas para estabilização de quadros, valorização salarial, formação continuada e garantia de condições laborais seguras e interprofissionais.
The pandemic exposed and intensified the precariousness of social workers' labor in healthcare, revealing fragile structural conditions: case overload, extended working hours, temporary contracts, and low salaries. The shortage of human and material resources forced improvised adaptations, remote care, service blitzes (mutirões), and the displacement of duties, without guarantees of labor protection or psychosocial support. Labor relations became more strained: rigid hierarchies, a lack of understanding regarding professional duties, and technical devaluation weakened autonomy and institutional recognition. Concurrently, solidarity networks among colleagues and with the community were solidified, mitigating immediate impacts. In the post-pandemic period, risks of outsourcing, contractual precariousness, and burnout persist, while the demand for psychosocial care and vulnerability management increases—not to mention social inequalities. The results point to case overload, extended shifts, temporary contracts, insufficient material and emotional resources, and the intensification of hierarchies that limited technical autonomy. The adoption of informal practices, remote assistance, service blitzes, the displacement of duties, and the strengthening of solidarity networks among colleagues as a coping strategy were also observed. It is concluded that the pandemic deepened pre-existing vulnerabilities and that the post-pandemic period maintains risks of outsourcing, burnout, and professional devaluation. It is recommended to implement public policies for staff stabilization, salary appreciation, continuing education, and the guarantee of safe and interprofessional working conditions.
Dr. Bizerra, Fernando de Araújo.
Assistentes sociais.
Assistentes sociais - Prática profissional.
Pandemia - COVID-19 (Doença).